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ADOLESCÊNCIA A TAL FASE PECULIAR DE DESENVOLVIMENTO! (PARTE 3) - DESENVOLVIMENTO


Adolescência desenvolvimento - Diga ao Google

Cada um/a adolescente irá requerer um olhar e um saber se relacionar com cada um deles/as! Por isso é necessário saber o que é essa tal adolescência!

Olhar para o passado de cada um de nós e lembrar as características da fase de vida pela qual todos nós passamos poderá ajudar a nós adultos a nos relacionarmos com os/as adolescentes.

Será a partir das características próprias deste período que deveremos pensar as ATIVIDADES COM os ADOLESCENTES e ATIVIDADES PARA os ADOLESCENTES. A quantidade e a qualidade dos conteúdos revelados por eles/elas apontam para novas práticas e para novas direções.

Enquanto a criança incorpora sem questionar os valores sociais por intermédio das imitações dos modelos que lhes são demonstrados, o/a adolescente, pela capacidade de abstração advinda da maturação neurológica, adquire amplitude e questiona os princípios sociais. Coloca-os em xeque, procura não adquiri-los pura e simplesmente. Busca e procura seus próprios valores e, conseqüentemente, “o seu lugar no mundo”.

De forma diversa da criança, o/a adolescente apresenta comportamentos e relacionamentos que, em maior ou menor intensidade, têm como características:


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Nunca se pode esquecer que o TRABALHO com o adolescente EXIGE:

  • Firmeza no estabelecimento das regras instituídas pelo Orientador e pela coordenação;

  • Flexibilidade necessária para contemplar o todo;

  • Persistência e constância na operacionalização das ações;

  • Vigor nos trabalhos desenvolvidos;

  • Agilidade para perceber o que é próprio de cada adolescente;

  • Perspicácia para perceber as particularidades de um determinado fato vivido pelo adolescente e/ou pelo grupo;

  • Maleabilidade para enxergar as diversas possibilidades de respostas para uma mesma questão;

  • Aptidão para encaminhar novas propostas na superação de um mesmo fato vivenciado por diferentes sujeitos.

No relacionamento com os indivíduos dessa faixa etária iremos nos deparar com uma multiplicidade de identificações contemporâneas e contraditórias; por isso, o adolescente se apresenta como vários personagens: é uma combinação estável de vários corpos e identidades.

O crescimento físico nem sempre é acompanhado do crescimento cognitivo e/ou psico-relacional. Mudanças dramáticas nas estruturas cerebrais envolvidas nas emoções, no julgamento, organização do comportamento e autocontrole ocorrem entre a puberdade e a vida adulta.

A frase chavão: “você não irá a tal lugar porque ainda é uma criança” é, comumente dita por adultos ao/à adolescente que tem o corpo pequeno, ainda infantil, mas com maturidade cognitiva e relacional. Também presenciamos a fala do adulto ao/à adolescente de corpo desenvolvido: “faça tal coisa porque você já é adulto/a”. Conjugar os diferentes desenvolvimentos é uma tarefa desafiante e árdua; processo conquistado a cada momento que requer muita atenção e muita maleabilidade daqueles que se relacionam com o/a adolescente.

O adulto “cresce junto com o/a adolescente”. Sob qualquer circunstância e em qualquer época da vida, é difícil o ajustamento à mudança.

O entrar no mundo adulto significa desprender-se do mundo infantil, tarefa que deverá acontecer gradativamente e para a qual o adolescente não está preparado. Tampouco o adulto! A aceitação, ou não, das instabilidades desta fase evolutiva e a forma pela qual os adolescentes são acolhidos determinarão a qualidade do novo cunho de inter-relações.

O adolescente é um viajante que deixou um lugar e ainda não chegou no seguinte.

Vive um intervalo entre liberdades anteriores e novas liberdades e responsabilidades/compromissos anteriores e subseqüentes, vive uma última hesitação antes dos sérios compromissos da fase adulta. Período de contradição, confuso, ambivalente e muitas vezes doloroso. Às vezes, refugiam-se em seu mundo interno e, através do jogo da vivência das situações fantasiosas, preparam-se para a realidade.

Assim como o púbere manipula o seu novo corpo, ele também põe em ação as novas características de pensamento. Fantasiar, ficar imaginando situações abstratas, etc. é um uso voluntário de seu pensamento (...) através de uma fantasia o púbere pode corporificar uma figura imaginária e iniciar uma atividade corporal equivalente (Aberastury, 1981).

Se por um lado não querem ser como determinados adultos, por outro, escolhem alguns outros adultos para serem seus ídolos e almejam ser como eles, imitando-os sem questionamentos.

O adolescente provoca uma verdadeira revolução no seu meio familiar e social e isto cria um problema de gerações nem sempre bem resolvido. Enquanto ele passa por uma adaptação para a fase adulta, seus pais também vivem a ruptura do equilíbrio do desempenho do papel de pais de criança, para adquirirem, também, com mais ou menos esforço e sofrimento, um novo papel, o de pais de adolescente, que lhes exigirá novas respostas para essa nova situação.


Até o próximo texto!


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