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O DIREITO DE BRINCAR

Atualizado: 5 de Ago de 2019

"Fica decretado que todos os dias da semana

Inclusive as terças-feiras mais cinzentas,

Têm direito a converter-se em manhãs de domingo."

Art. II Estatuto do Homem

Thiago de Mello



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crianças brincando

Brincar faz parte da história da humanidade.

Referências na literatura e nas obras de arte nos mostram a diversidade das brincadeiras universais e culturais, perpassando classes sociais, etnias, regiões ou idades.

Vindas de muitos séculos, exercidas de forma individual ou grupal, brincadeiras são encontradas com variações de regras e nomes, aprendidas de geração em geração com avós, pais e educadores; repetidas por crianças que mostram, nesse ato lúdico, as diversidades, as diferenças e as similaridades das múltiplas culturas.

O brincar, realizado no presente, descompromissado com o futuro e com qualquer resultado que não o prazer imediato, favorece a interação entre ações, pensamentos e emoções. A emoção define a ação. Assim, o agir objetiva as subjetividades do pensar e do sentir.

O ato de brincar traz em si o prazer dos sentidos, da relação, da descoberta de si e do outro. Atividade tão séria para a criança que, quando a observamos enquanto brinca, percebemos seu total envolvimento no que faz. Em suas brincadeiras de faz-de-conta, imita e recria o mundo dos adultos, vive emoções e constrói sua consciência individual e social sobre os diferentes papéis a exercer.

Nas brincadeiras com propostas determinadas – rodas e jogos– se torna capaz de perceber limites, construir e viver regulamentos. Ao mesmo tempo em que vive as regras propostas pelo grupo, as analisa e as critica nas próprias ações vividas.

Em jogo, através do diálogo próprio do brincar, se estabelece a interface entre o indivíduo e o coletivo e as formas das relações de uma sociedade.

Brincando, a criança elabora sentimentos e fantasias. Ao mesmo tempo em que se relaciona com o mundo externo, apropria-se de seu mundo interior, das suas histórias, da história de uma determinada comunidade e da história da humanidade. Brincar-ação/razão e brincar-emoção se entrelaçam numa forma peculiar de agir.

Nós, seres humanos modernos do mundo ocidental, vivemos numa cultura que desvaloriza as emoções em favor de uma razão instrumental. Nesse modo de viver, nos esquecemos que todo linguajar, que toda forma de expressão verbal, se apóia num suporte emocional que determina uma forma de diálogo. Desprezamos, assim, que o fluir na mudança emocional modifica a expressão, possibilitando consensos e avanços necessários para a ação estabelecida em grupo, onde razão e emoção compõem um mesmo eixo.

Brincar proporciona interações corporais, verbais, visuais e emocionais. Na intersecção dessas interações desenvolve-se a aceitação de si mesmo e do outro. Num jogo pleno de conflitos, distâncias e aproximações são explicitadas, permitindo que a criança perceba o mundo em sua significação plural, domínio concreto da existência das relações sociais.

Porém, o que temos visto e vivido ao longo dos tempos, é que as conquistas descritas são privilégio de poucas crianças em detrimento de muitas outras, que por pertencerem a classes sociais pobres, são alijadas de seus direitos fundamentais. Dentre eles, o direito fundamental de brincar que lhe possibilitará, única e exclusivamente pelo ato mesmo de brincar, condições múltiplas e diversificadas que lhe permitirão o exercício digno de experienciar vivências e convivências.

Brincar é um direito humano!


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