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P.P.P.I. - PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO INSTITUCIONAL - COMO SABER FAZER (parte 3)

Atualizado: 5 de Ago de 2019


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De que forma podemos construir o PPPI?

A partir da diversidade de instrumentais que possibilita o diálogo coletivo é que se permite a interrogação sobre a prática, o desvelar de diagnósticos, o planejamento de ações, o desencadear de fazeres individuais, grupais e coletivos, a avaliação da trajetória percorrida. Processo que, ao mesmo tempo em que identifica e resgata experiências exitosas, ao relacionar as ações desenvolvidas com o contexto sócio-histórico vigente, permite o desencadear de avanços necessários no enfrentamento do cotidiano.

“(...) busca um rumo, uma direção. É uma ação intencional, com um sentido explicito, com um compromisso definido coletivamente. (...) o projeto político–pedagógico como um processo permanente de reflexão e discussão dos problemas (…), na busca de alternativas viáveis à efetivação de sua intencionalidade, que não é descritiva ou constatativa, mas é constitutiva.” (VEIGA, 1996, p. 23).

Permite a valorização da identidade da coletividade através da preservação de saberes, entendido como um conjunto de conhecimentos, práticas, tradições, valores e mitos. Para tanto, EXIGE ATITUDE INVESTIGATIVA E CAPACIDADE DE MUDANÇA NO MODO DE PENSAR E DE AGIR QUE SUBSIDIARÃO CONTÍNUAS PRODUÇÕES DE CONHECIMENTOS A SERVIÇO DE UM PROJETO POLÍTICO DE SOCIEDADE.

A produção de conhecimento é o eixo fundamental para a formação teórica, técnica, ética e política dos diferentes segmentos profissionais. Ações articuladas que nos permitem rever formas de pensar e de agir que nos foram impostas, repensá-las e, se for o caso, reconstruí-las com o objetivo de alcançar um bem que tenha a dimensão do coletivo. Ações que nos possibilitam ver e intervir no tecido social, tecido que ao ser “aberto” desvela suas tramas, seus nós, seus vazios. Desta forma, desvendam-se, então, as necessidades reais e os valores postos nas questões sociais, e são criadas as condições de apreensão de formas de enfrentamento necessárias e possíveis naquela conjuntura específica.


O P.P.P.I. É O EIXO NORTEADOR QUE COMPREENDE E ELABORA AÇÕES QUE PASSAM A SER UMA INTERVENÇÃO SINGULAR NO PROCESSO DE FORMAÇÃO DO HOMEM NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA, CUJA META É A CONSTRUÇÃO DA CIDADANIA, POSSIBILITANDO A CRIATIVIDADE E A CRITICIDADE.


Este espaço de conquista no cotidiano proporciona a concretização de uma relação dialógica no grupo de trabalho, levando a uma troca significativa de experiências, bem como, um movimento em direção a reflexão de nossas práticas. “O DIÁLOGO É EM SI, CRIATIVO E RECREATIVO. O DIÁLOGO SELA O ATO DE APRENDER, QUE NUNCA É INDIVIDUAL, EMBORA TENHA UMA DIMENSÃO INDIVIDUAL”. (FREIRE, 1996, p. 13).

Nestes momentos de reflexão em conjunto, busca-se evidenciar a percepção de todos os envolvidos na organização, como sujeitos de suas práticas, identificar-se na coletividade não porque está ali apenas para executar ações, mas, que todos são responsáveis pelas práticas desenvolvidas e que a reflexão, o pensar sobre suas ações fazem parte da organização pedagógica.

O P.P.P.I. significa este movimento de rupturas, de opção, o pensar reflexivo sobre a prática do cotidiano. Em vez de controles, o encontro significativo dos sujeitos: profissionais, crianças, adolescentes, pais e componentes da comunidade, por meio de relações que se estabeleçam no respeito democrático entre estes sujeitos, onde todos possam ser ouvidos, percebidos.

Exige uma moderna gestão social efetivada por meio de modelos flexíveis e participativos que, necessariamente, requerem horizontalidade nas relações, distribuição de poder.

Nenhuma proposta de ação que vise conquistar direitos pode ser desempenhada única e exclusivamente por um único segmento. Faz-se necessário parcerias e o estabelecimento de um trabalho em rede que envolva operacionalizações municipalizadas de programas e projetos onde o atendimento integrado vise a atenção integral à população infanto-juvenil.

Esta nova forma de agir exige que o sujeito passivo, antes espectador, se posicione com novas atitudes.

Por meio da participação efetiva, devem ser decididas e formuladas políticas, assim como exercidos os controles das execuções das ações e dos resultados, fatores que expressam conquistas coletivas que compõem um projeto de nação.

Referências Bibliográficas:

FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários para a prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

VEIGA, I. P. A. Projeto político-pedagógico da escola: uma construção possível.

Campinas: Papirus, 1995.

______. O que há de novo na educação superior: do projeto pedagógico à prática

transformadora. Campinas: Papirus, 2000.


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Promovendo saberes, conquistando direitos!



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