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FamíliaS – diversidade e pluralidade vincular (parte 2)

Atualizado: 5 de Ago de 2019

"A família não nasce pronta; constrói-se aos poucos e é o melhor laboratório do amor."

Luís Fernando Veríssimo


Família

Inúmeras são as tentativas contemporâneas na definição e identificação do que hoje denominamos FAMÍLIA. Terminologia derivada de famulus – escravo doméstico – o conceito surge para designar o grupo composto de mulher, de filhos e de escravos que, pelo trabalho agrícola, eram mantidos sob poder de um único chefe.

A família, através de regimes legais de união teve ao longo dos tempos como principal função social a manutenção e a propagação de bens entre aqueles que descendiam de uma mesma ligação conjugal. Pertencer a uma determinada família era pertencer a uma determinada classe social detentora de um tipo de poder.

Através de papéis delimitados, cabia ao homem o provento e a determinação da moral e dos costumes daqueles que compunham o seu núcleo. À mulher era destinada a reprodução da prole, que pouco ou nada interferia em seu modus operandi de vida ou na educação.

A mãe, para pertencer à mesma família de seus filhos, deixava de pertencer à sua família de origem para colocar-se sob a dependência do senhor da casa. Desse modo, ficavam excluídos da família os parentes consangüíneos da mulher.

Ao longo do tempo, a definição de FAMÍLIA tem sido motivo de estudos, pesquisas e alterações legais. Contemporaneamente, alguns profissionais das mais variadas áreas têm buscado suas características universais. Outros chamam a atenção para as variações que compõem o mundo familial – palco de múltiplas interpretações.

A busca de uma "família" universal nos aponta para uma elaboração ideológica e social que esconde mudanças históricas ao estabelecer uma ideologia "da família" que obscurece a diversidade e a realidade da experiência familiar em qualquer tempo e local particulares.

Entendemos por família a célula do organismo social que fundamenta uma sociedade. Locus nascendi das histórias pessoais, é a instância predominantemente responsável pela sobrevivência de seus componentes, lugar de pertencimento, de questionamentos, instituição responsável pela socialização, pela introjeção de valores e pela formação de identidade; espaço privado que se relaciona com o espaço público.

Na atualidade, a família deixa de ser aquela constituída unicamente por meio do casamento formal. Hoje, diversifica-se e abrange as unidades familiares formadas seja pelo casamento civil ou religioso, seja pela união estável; seja por grupos formados por qualquer um dos pais ou ascendentes e seus filhos, netos ou sobrinhos; seja por mãe solteira; seja pela união homoafetiva, seja pela adoção de crianças ou adolescentes por adulto com qualquer opção homoafetiva, solteiro/a ou numa relação de casal.

Acaba, assim, qualquer discriminação relacionada à estrutura das famílias e se estabelece a igualdade entre os filhos legítimos, naturais ou adotivos, independente da sua configuração. Cai (ou deveria cair) por terra o estigma impresso na fala “família desestruturada” quando um determinado núcleo não é composto por um casal homem-mulher que viva essa mesma composição vincular.


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