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CONHECER PARA SABER FAZER - INFORMAÇÕES E FORMAÇÕES DOS CONSELHEIROS TUTELARES

Atualizado: 5 de Ago de 2019

Os conteúdos a serem introjetados pelos Conselheiros Tutelares precisam ser pensados e construídos num processo integral de formação!

Frente à exigência de diversidade de saberes exigida neste exercício profissional, vale perguntar:



a) Quais são os conhecimentos que o conselheiro tutelar detém sobre as legalidades que regem os direitos da criança e do adolescente, o que eles sabem sobre as políticas vigentes e os planos nacionais dirigidos a esta faixa etária?

b) Quais são os papéis e as funções das diferentes instituições/órgãos responsáveis pela criança e pelo adolescente?

c) Qual a realidade local?

d) Como é constituído o Regimento Interno do seu Conselho Tutelar - documento que regulamenta toda a gestão deste órgão?

e) Quais os procedimentos das práticas processuais e administrativas?

f) Como estão constituídos os fluxos operacionais sistêmicos e seus devidos protocolos?

g) Quais são os protocolos e Instrumentais de encaminhamentos, registros e tecnologias que fazem parte do seu cotidiano profissional?

Diante deste panorama, há o reconhecimento da necessidade e da importância da habilitação dos profissionais por meio da formação continuada. Formação que agregue informações diversificadas que deverão ser transformadas em saberes (vide texto FORMAR E ACOLHER), ao mesmo tempo em que desenvolva a reflexão crítica da prática e ações permanentes que proporcionem as mudanças necessárias no cotidiano.

A formação continuada deverá ser desenvolvida por ações articuladas e contínuas. Aportes legais, aportes teóricos e vivencias deverão ser conectadas à diversidade e à complexidade da prática dos atendimentos, ao cumprimento dos procedimentos dos fluxos específicos e de seus devidos protocolos; como também, atrelados às devidas documentações e registros.

As ações deverão ser a base para a superação das dificuldades encontradas no exercício da prática profissional cotidiana, ao mesmo tempo em que o caso atendido venha a compor a sistematização dos dados do diagnóstico local na implantação, implementação e/ou reavaliação de projetos, programas e/ou políticas.

A formação (inicial e continuada) do Conselheiro Tutelar, frente às inúmeras e geralmente novas informações para determinadas pessoas, deve ser uma sucessão de passos pelos quais se descobrem novas relações entre os aspectos ainda não revelados de um determinado fato ou fenômeno.

Se houverem conhecimentos anteriores devem ser revistos e modificados se necessário, ao mesmo tempo em que novas conclusões vão constantemente sendo incorporadas ao patrimônio de conhecimentos anteriores.

Cada tema e/ou fato-situação deverá ser analisada a partir de procedimentos/técnicas que proporcionem novas construções de saberes. Desta forma, são favorecidas indagações; proporcionadas correlações entre teorias, realidade e imaginário; despertado o interesse pelas pesquisas e reflexões; privilegiadas novas ações que desparalisem a angústia protagonizada pelo Conselheiro Tutelar, dando espaço para poder ver a criança e/ou o adolescente enquanto sujeito de direitos, que necessita de atenção integral desencadeada a partir de ações integradas que dêem conta da real socialização, revertendo o quadro de violência – seja ele qual for.

As ações propostas seguem o princípio da condição necessária para a base teórico/prática - a CO-PARTICIPAÇÃO que se dá através da dinâmica da mútua troca e influência ativa existente no homem caracterizado pela CO-EXISTÊNCIA, CO-EXPERIÊNCIA e CO-AÇÃO. Portanto, não existe o homem enquanto pessoa individualizada, o homem só existe enquanto SER EM RELAÇÃO.

Os conhecimentos compõem uma ação coletiva. Método que requer o reconhecimento dos atores sociais como sujeitos que produzem conhecimentos e práticas; a aceitação de todos os fenômenos como igualmente importantes e preciosos: a constância e a ocasionalidade, a frequência e a interrupção, a fala e o silêncio, as revelações e os ocultamentos, o significado manifesto e o que permanece oculto.

Os participantes têm vez e voz. A relação dialógica é a propulsora para os movimentos necessários na busca da solução dos problemas em questão.

O Instituto Motivação tem a convicção de que toda ação humana concebida nesta perspectiva favorece a ampliação do

horizonte de conhecimentos dos sujeitos envolvidos e, ao mesmo tempo, permite o desenvolvimento das ações de natureza crítica de consequências sociais e políticas em favor da coletividade.

Nesta proposta, cada integrante funciona como um experimentador social, portanto, se faz necessário atribuir ao sujeito da investigação a condição de investigador da situação a ser pesquisada – aprende-se fazendo. No decorrer de cada “novo fazer", há uma nova reflexão sobre a prática, sustentada por uma determinada situação social, a qual gera uma nova reflexão e conseqüentemente uma nova intervenção, e assim sucessivamente.

Este método é subsidiado numa teoria que tem por base o mundo real, por isso mesmo é fortemente determinada pelas condições legais, socioeconômicas, históricas e culturais, contextualizadas num determinado momento.

Procura-se deliberadamente o conhecimento prático, rigoroso e científico, mas que não tem um circuito e um percurso independente do da ação. Pelo contrário, mais do que a visão unitária da realidade, procura as possibilidades concretas para a intervenção: procura um saber para fazer!


Até o próximo texto!


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Promovendo saberes, conquistando direitos!


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